Eu não pertenço aqui.
Ou nao pertenço a esta era!
Olho à minha volta e vejo apenas pessoas que saltitam numa superficialidade aterradora pois assim, será sempre mais fácil sair das situações sem uma ponta de mágoa!
Pessoas que nunca se envolveram em nada. Nunca acreditaram realmente em nada. Nunca estiveram por dentro de nada. Nunca!
Pessoas que um dia gostam de vermelho e amanhã gostam de azul! Pessoas que acumulam conquistas, em vez de pensarem que alguém importante poderia ficar ao seu lado muito tempo. Pessoas que seguem padrões. Pessoas que não dizem o que pensam, apenas o que os outros esperam ouvir delas.
E vivem nesta inconstante vida. "Vive-se a vida. Um dia de cada vez!". Não entendo. Vive-se sem estabilidade. Vive-se sem a segurança de algo. Não se olha à eternidade. Contam-se apenas as horas! E a proxima hora será totalmente diferente da anterior!
Não consigo viver nesta insegurança. Nesta falta de profundidade!
E se espremer bem as pessoas que vivem assim, elas estão vazias. Porque nunca houve nada que as prendesse, nada que as iluminasse, nada que as enriquecesse. Apenas viviam a vida como saltimbancos.
Prefiro mil vezes cair, magoar-me, sofrer, chorar, gritar, mas crescer e lutar por aquilo em que acredito. Prefiro isso, a acordar aqui a 10 anos com alguém que esteve comigo uma noite apenas, e que no dia seguinte partirá. Prefiro magoar-me a viver numa felicidade mascarada.
Prefiro sofrer, mas ter algo a que me agarrar! Nem que seja esta esperança de que a massa do nosso corpo é feita!
Talvez passe uma vida a procurar e não haja nada. Talvez viva uma vida profundamente, agilmente, mas acabarei rodeada de pouco. De 2 ou 3 AMIGOS. E com sorte, alguém que se disponha a entender-me. Não quero ninguém que veja a vida da mesma forma que eu, mas apenas alguém que entenda, e respeite.
Mas é nisto que acredito. Que não consigo entregar-me a superficialidades. Que quando gosto de algo não consigo explicar porquê. Gosto porque sim!
Entretanto, nos dias que decorrem, não há muito a que me agarre!
E o pouco que há, aproveito! Dou valor. Porque todos deveríamos agradecer o que temos de bom. Porque temos de acreditar que somos nós quem construirá o futuro. Ele não cairá diante de nós. Porque pode não existir melhor ao virar da esquina! Vamos apenas mantendo essa chama. Essa réstia! Numa espera....
Houve uma altura em que acreditava que tinha de viver com o que tenho. Não com noções abstractas de futuro. No entanto, se eu não pensar no futuro, há pouco para viver!
Nada de "nomadices" para mim. Preciso de mais do que a certeza do amanhã!
Preciso de humanidade. De algo que não encontro...
A verdade é que, enquanto me dedico ao que tenho, acreditando num futuro risonho com algo mais, vivo plena de banalidades, e conversas de café!
Aquilo em que o Mundo nos transforma!
Pudesse eu transforná-lo!

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